É de conhecimento que as micro e pequenas empresas são as maiores empregadoras do Brasil, que a carga tributária do país é uma das maiores do mundo e que os juros são disparados os mais elevados do planeta.
Porém, para se ter o próprio negócio, temos ainda que vencer mais de 15 procedimentos, que podem durar mais de 152 dias de peregrinação por diferentes órgãos estatais e/ou governamentais, como: Junta Comercial, cartórios de protesto, registro na receita estadual, publicações no Diário Oficial, publicações em Jornal de grande circulação, outorga de captação e despejo no DAEE, licença de instalação da CETESB, licença de funcionamento da CETESB, vistoria do corpo de bombeiros, alvará da prefeitura, registro na receita federal, registro nos Conselhos regionais profissionais (CREA/CRQ/CRC/CRM, etc), licença do CEPRN, vistoria da vigilância sanitária, licença do IBAMA, registro no INSS, entre outros.
Além de pagarmos muitas e altas taxas para a realização dos procedimentos acima, temos também valores para a ligação de água e esgoto, para a ligação da energia elétrica, para a instalação de telefonia, para a preparação dos projetos de construção civil, hidráulica e elétrica com os devidos profissionais devidamente registrados e seus acervos técnicos, um escritório e/ou um contabilista e um advogado trabalhista, tributário e fiscal.
Já para mantermos a empresa aberta, somos obrigados a pagar todos os impostos pertinentes, que muitas vezes, são maiores do que os valores gastos em nossos custos operacionais. E ainda, não podemos deixar de lado, os custos que temos com a contratação e demissão de funcionários.
São por essas razões, que nós empresários, temos dificuldades de conseguir investidores empresariais no país, que o índice de desemprego ultrapassou os 20% da população ativa que a informalidade ultrapassou os 50%, que as empresas estão com dificuldades para se manter e para evoluir e que os atuais empresários continuam isolados até falirem, ou fecharem, ou desistirem de sê-lo.
E o papel do Sehal, na tentativa de amenizar esse quadro, é de trabalhar para incentivar os empresários a se unirem, a reagirem, a reivindicarem, a cobrarem seus direitos e a serem mais participativos e comunitários. Assim, procure seu sindicato, sua entidade de classe ou associação.














